quinta-feira, 25 de junho de 2009


“Nãosim”, não sei

O que entender por metade sim e metade não?
O sim que diz não?
Ou o não disfarçado de sim?
Resposta ou fuga?
Medo do quê? De viver o que já se vive?
De não querer mais sair de onde já se está?
De desejar o que se quer?
De viver o sonho.....vivido pela mente? Não mente....
A indecisão irrita, isola, tira a espontaneidade que norteia.
Prefiro por vezes uma posição mesmo que torta, mas uma posição fiel à vontade e alheia.
Onde se está quando não se está em lugar algum? Algum lugar? Nenhum?
Como pode haver encontro quando a relatividade impera e o objeto muda a cada olhar?
O fato não existe e isso já é um fato.
É o caos..é a paz,..a loucura...misto de zelo e amor...girando como ciranda, me corroendo e, ao mesmo tempo, me fascinando diante do teu fervor.
O mistério que me atrai, a incerteza que me atiça, a verdade que não contenta a imaginação, cobiça.
O ego que me boicota, a arte de imitar, o desejo pelo beijo e a vontade de encontrar
A mim, a ti e a todos....em lugares mil, em ações diversas, integrando o desintegrado, entendendo quem não é amado e descobrindo belezas ocultas entre tantas que não são cultas.

Na imensidão de uma vida que não ousa usar a escala de anos para contar a passagem do tempo, valores, amigos e amores.

Sigo viajante porque o metade sim e metade não, podem ser simplesmente um sim e um não, que se gostam e andam juntos para doar paixão, poesia e não certeza.

Certeza? Quem disse que é preciso ter certeza para se estar certo.

Quem provou o que é certo?

O tempo é precioso demais para criarmos questões sobre o que não é questionável.....sim..ou não? Não ou sim? “Nãosim”


AG

quarta-feira, 24 de junho de 2009



Bolhas de sabão dos sonhos

Elas apareceram para avisar que tudo pode ser possível quando se tem esperança e, ao mesmo tempo, ação;
Elas me mostraram o que as pessoas perdem ao sair da infância: a liberdade de sonhar o que quiser, sonhos são como as bolhas que construímos e vemos subir tão alto.....
Dentro de uma límpida e brilhante bolha de sabão colocamos nossos desejos mais profundos, nossos amores, nossos planos e nossa alegria de ver o que está dentro da gente ficar exposto e, de certa forma, se realizar por instantes...
Quando penso numa criança brincando de fazer bolhas de sabão, logo imagino seu olhar de esperança e espectativa perante ao circulo de sonhos criado...vejo os seus desejos saindo pelo ar de sua boca e projetando-se para dentro do universo de uma bolha de sabão....
As bolhas de sabão dos sonhos podem ser mais poderosas do que imaginamos, podemos com elas criar, ver, tornar o imaginário real e perder....
Quem diria que uma simples bolha de sabão, que ao mesmo tempo parece tão frágil, poderia passar tantos ensinamentos bons, puros e densos...
Elas vieram para dizer que é possível criar novos sonhos, que é possível estourar os velhos e livrar-se das falhas de uma forma bastante fácil...tomando outro rumo, pegando carona num outro vento...tendo outra tonalidade, quem sabe outra forma e tamanho...
Na bolha, podemos apenas dar a força inicial que a impulsiona, mas o seu rumo não nos pertence...assim como nossos sonhos....
Quero ser uma criança e fazer e desfazer muitas vezes as bolhas dos sonhos até que eles se realizem um a um, no seu tempo e no seu formato...
Brincar com bolhas de sabão dos sonhos assim, de forma tão sagrada, torna a vida mais fluida, leve e linda, como milhares de bolhas ao sair da boca e coração de uma criança.
As bolhas de sabão dos sonhos....os sonhos de sabão que vem e vão.


AG

terça-feira, 23 de junho de 2009

Amar “Hodie” é transformação


Amar
Amar sagrado...
Amar o sagrado que lhe foi dado...
Amar o dia sem passado...
Amar o hoje sem futuro...
Amar pelo nobre motivo de amar, sem receio de ser imaturo..

Amar hodie, agora, neste instante..

Olhar para dentro do coração e notar o ponto vibrante..
Deixar manifestar esse amor...
Somos amor, somos amados...
Somos o hoje, o hoje e agora sagrados...
Deixe fluir pelo caminho natural do hoje e agora...

Afinal, agir com amor é transformação...

Por que não amar hoje então?
Amar...

Hodie...
Agora


AG