“Nãosim”, não sei
O que entender por metade sim e metade não?
O sim que diz não?
Ou o não disfarçado de sim?
Resposta ou fuga?
Medo do quê? De viver o que já se vive?
De não querer mais sair de onde já se está?
De desejar o que se quer?
De viver o sonho.....vivido pela mente? Não mente....
A indecisão irrita, isola, tira a espontaneidade que norteia.
Prefiro por vezes uma posição mesmo que torta, mas uma posição fiel à vontade e alheia.
Onde se está quando não se está em lugar algum? Algum lugar? Nenhum?
Como pode haver encontro quando a relatividade impera e o objeto muda a cada olhar?
O fato não existe e isso já é um fato.
É o caos..é a paz,..a loucura...misto de zelo e amor...girando como ciranda, me corroendo e, ao mesmo tempo, me fascinando diante do teu fervor.
O mistério que me atrai, a incerteza que me atiça, a verdade que não contenta a imaginação, cobiça.
O ego que me boicota, a arte de imitar, o desejo pelo beijo e a vontade de encontrar
A mim, a ti e a todos....em lugares mil, em ações diversas, integrando o desintegrado, entendendo quem não é amado e descobrindo belezas ocultas entre tantas que não são cultas.
Na imensidão de uma vida que não ousa usar a escala de anos para contar a passagem do tempo, valores, amigos e amores.
Sigo viajante porque o metade sim e metade não, podem ser simplesmente um sim e um não, que se gostam e andam juntos para doar paixão, poesia e não certeza.
Certeza? Quem disse que é preciso ter certeza para se estar certo.
Quem provou o que é certo?
O tempo é precioso demais para criarmos questões sobre o que não é questionável.....sim..ou não? Não ou sim? “Nãosim”
AG


